Obama reage a ataque contra Trump e condena “violência na democracia”
O antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou a necessidade de "rejeitar a ideia de que a violência tem lugar na democracia", após um ataque ocorrido durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, evento em que participava Donald Trump.

O antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama defendeu, este domingo, a necessidade de “rejeitar a ideia de que a violência tem lugar na democracia” após o ataque que ocorreu durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no qual participava Donald Trump.
O ataque, sublinhe-se, ocorreu durante a noite de sábado (madrugada de domingo em Lisboa), quando o suspeito, um homem de 31 anos, tentou invadir o enorme salão de baile do Washington Hilton, mas foi derrubado, numa cena violenta que resultou em tiros.
Numa publicação, na rede social X, Obama considerou que “embora ainda não tenhamos detalhes sobre os motivos por trás do tiroteio ocorrido ontem à noite no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, cabe a todos nós rejeitar a ideia de que a violência tem lugar na nossa democracia”.
“É também um lembrete que nos faz refletir sobre a coragem e o sacrifício que os agentes dos Serviços Secretos dos EUA demonstram todos os dias. Estou-lhes grato – e aliviado por saber que o agente que foi baleado vai ficar bem”, acrescentou.
https://x.com/BarackObama/status/2048511290021237017?s=20
Em declarações hoje à cadeia NBC, o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, indicou que o homem tinha provavelmente como alvo o presidente dos Estados Unidos e outros altos elementos da sua administração.
Do salão de baile foi também retirado apressadamente o vice-presidente norte-americano, JD Vance, bem como a primeira-dama, Melania Trump, enquanto os convidados se protegiam debaixo das mesas.
O suspeito, que foi detido após trocas de tiros com os elementos de segurança, é apontado como sendo Cole Thomas Allen, de 31 anos, que, segundo os primeiros dados da investigação indicados por Todd Blanche, terá viajado de comboio de Los Angeles para Washington, onde se alojou no hotel do evento um ou dois dias antes do ataque.
Enquanto Trump assinalou a natureza anticristã do atirador, o procurador foi mais cauteloso, referindo que, embora a análise de dispositivos eletrónicos aponte para um ataque dirigido à administração norte-americana, a investigação está apenas nas primeiras 24 horas e a confirmação dos motivos ainda está a ser apurada.
O homem, que, apesar de não ter ficado ferido, se encontra no hospital para avaliação, não está a cooperar com as autoridades, segundo Todd Blanche, e deverá comparecer no tribunal federal no Distrito de Columbia na segunda-feira para conhecer as acusações formais.
Num comunicado, o Departamento de Polícia de New London indicou que foi contactado às 22h49 de sábado (03h49 de hoje em Lisboa), cerca de duas horas após o tiroteio, por um indivíduo que queria partilhar informações relacionadas com o caso, e que imediatamente notificou as autoridades federais.
Em mensagens enviadas a familiares minutos antes do ataque, o homem criticou duramente as políticas do Governo Trump e autointitulou-se um “Assassino Federal Amigável”.
Por essa razão, as autoridades norte-americanas acreditam cada vez mais que o ataque teve motivações políticas, indicou hoje um agente da autoridade próximo da investigação, que solicitou o anonimato, citado pela agência noticiosa The Associated Press (AP).
As mensagens, enviadas pouco antes dos disparos no sábado à noite no Washington Hilton, faziam repetidas referências ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem o mencionar diretamente e incluíam queixas sobre uma série de ações governamentais e acontecimentos recentes, incluindo ataques norte-americanos a barcos de tráfico de droga no Pacífico Leste, declarou o agente.
Os investigadores estão a tratar as mensagens, juntamente com uma série de publicações nas redes sociais e entrevistas com familiares, como algumas das provas mais claras até agora sobre o estado de espírito e os possíveis motivos do suspeito.
As autoridades descobriram também o que o agente descreveu como inúmeras publicações contra Trump nas redes sociais ligadas ao suspeito, Cole Tomas Allen, um engenheiro mecânico de 31 anos do estado da Califórnia, acusado de tentar passar a segurança do jantar transportando várias armas.
O irmão de Allen contactou a polícia de New London, no estado do Connecticut, após receber as mensagens, segundo o responsável.



